Depois de fabricantes e marcas mundias como a Tesla ou a Google, é a vez de mais um gigante automóvel entrar na corrida pela produção de carros com condução autónoma.
A Ford quer ter prontas as primeiras viaturas dentro de cinco anos para as vender a empresas que gerem frotas de transporte de passageiros, como é o caso da plataforma electrónica Uber, procurando assim seduzir os clientes com a redução de custos com pessoal. Contudo, não se compromete para já com qualquer cliente específico.
Já os consumidores finais terão de esperar mais tempo, uma vez que a empresa não prevê colocar nos stands antes de 2025 as viaturas que pouco necessitam da intervenção do condutor, afirmou o administrador Raj Nair, citado pela Reuters.
No caminho para esse objectivo, a empresa está a duplicar a sua equipa de investigação (para 260 efectivos até ao final de 2017) e a explorar a possibilidade de investimentos em tecnológicas de Silicon Valley. Por outro lado, triplica o investimento em tecnologias associadas ao desenvolvimento de automóveis autónomos.
“Acreditamos que os veículos autónomos vão ter um impacto tão significativo na sociedade como a linha de montagem a Ford teve há 100 anos”, disse o presidente da empresa Mark Fields.
"Estamos empenhados em pôr na estrada um veículo autónomo que possa melhorar a segurança e resolver os desafios sociais e ambientais de milhões de pessoas e não apenas os que podem pagar veículos de luxo", acrescentou.
O primeiro veículo totalmente autónomo da Ford não vai ter volante, pedal de acelerador ou pedal de travão, de acordo com o fabricante.
Este ano deverão estar prontos os primeiros protótipos (30) de veículos autónomos Fusion Hybrid, a que se juntam mais 90 no próximo ano, nos estados norte-americanos da Califórnia, Arizona e Michigan.

Esta terça-feira, a empresa norte-americana e a tecnológica chinesa Baidu anunciaram um investimento conjunto de 150 milhões de dólares (cerca de 133 milhões de euros) na empresa Velodyne, que desenvolve sensores laser usados na construção de automóveis autónomos.
Em Maio o desenvolvimento destes veículos viu surgir as primeiras grandes dúvidas quanto à segurança do sistema, depois do choque de um Tesla conduzido no modo de condução autónoma ter provocado a primeira vítima mortal.